O orgulho precede a queda


¹⁰ Portanto, assim diz o Soberano Senhor: Como ele se ergueu e se tornou tão alto, alçando seu topo acima da folhagem espessa, e como ficou orgulhoso da sua altura, ¹¹ eu o entreguei ao governante das nações para que este o tratasse de acordo com a sua maldade. Eu o rejeitei, ¹² e a mais impiedosa das nações estrangeiras o derrubou e o deixou. Seus ramos caíram sobre os montes e em todos os vales; seus galhos jaziam quebrados em todas as ravinas da terra. Todas as nações da terra saíram de sua sombra e o abandonaram. ¹³ Todas as aves do céu se instalaram na árvore caída, e todos os animais do campo se abrigaram em seus galhos. 

Ezequiel 31:10-13


Reflexão 

Nesse capítulo, Deus usa a queda da Assíria como exemplo para advertir o Egito sobre as consequências do orgulho. Deus compara a antiga potência da Assíria a um cedro majestoso do Líbano, localizado nas montanhas do Líbano.

Esse cedro simbolizava:

  • altura
  • força
  • beleza
  • domínio sobre as outras árvores


O texto afirma que nenhuma árvore do jardim de Deus  uma referência simbólica ao Éden,  era comparável à sua grandeza. Ou seja, o império assírio era visto como extraordinariamente poderoso entre as nações.

Segundo o texto, foi o próprio Deus quem permitiu que a Assíria alcançasse tanta grandeza. Porém, com o tempo, o coração do império se encheu de soberba.A beleza, o poder e as conquistas corromperam sua sabedoria. Por causa disso, Deus declara que ela seria entregue nas mãos de uma nação ainda mais forte.

A queda da Assíria

Historicamente, a queda veio pelas mãos do império babilônico. O rei Nabucodonosor II e seus aliados conquistaram territórios assírios após a destruição de Nínive em 612 a.C., levando ao fim definitivo da Assíria poucos anos depois. O império que antes dominava muitos povos foi derrubado e espalhado, como ramos cortados de uma grande árvore. O texto menciona aves e animais que passam a habitar nos ramos caídos da árvore.

Essas figuras simbolizam os povos e nações que antes estavam submetidos à Assíria, mas que agora se beneficiariam de sua queda e da divisão de seu território. O que antes era um grande império tornou-se ruína e memória histórica.

Depois de mostrar a queda da Assíria, Deus faz uma pergunta indireta ao faraó do Egito:

Se um império tão poderoso caiu, o que faria o Egito pensar que permaneceria de pé?

A Assíria era mais forte que o Egito, e mesmo assim foi derrubada. Portanto, o orgulho do faraó não tinha fundamento. O texto termina mostrando que aquele grande cedro desceu à sepultura, símbolo da destruição e do fim de sua glória.

Aquilo que antes resplandecia poder, riqueza e domínio agora se torna apenas pó e memória.


A lição espiritual é clara:

Deus permite que nações cresçam;  Deus estabelece reinos, mas Deus também derruba aqueles que se exaltam


Esse capítulo revela verdades profundas:

  1. O orgulho precede a queda.
  2. Assim como aconteceu com a Assíria e seria anunciado ao Egito, tudo aquilo que se levanta com arrogância diante de Deus acaba sendo abatido.
  3. O homem pode acumular poder, riqueza e influência, mas continua sendo limitado.
  4. Somente Deus permanece soberano sobre a história.

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